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sábado, 18 de janeiro de 2014

DIA INTERNACIONAL DO RISO

18 de Janeiro - Dia internacional do riso

O riso é uma demonstração de bem estar que aproxima as pessoas e traz alegria e saúde. Quem consegue sorrir e viver de bom humor atrai coisas boas, levando uma vida mais tranquila e feliz. O riso é, muitas vezes, uma maneira de encarar a vida de forma positiva.

Rir relaxa as tensões. Quando rimos, movimentamos 12 músculos faciais; ao dar gargalhadas, movimentamos 24 músculos faciais; quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, são 84 músculos. Esse exercício facial retarda o aparecimento de rugas. Mas o riso não exercita só o rosto; ele mexe com o corpo inteiro.

Na década de 60, um jornalista americano chamado Norman Cousin curou-se de uma doença grave através do riso. Ele tinha um grande desejo de viver e decidiu nutrir seu espírito com otimismo, confiança e bom humor. Começou a assistir a filmes cómicos e proibiu qualquer pessoa de ir visitá-lo sem uma piada para contar.

A terapia do humor surtiu efeito, pois um período de dez minutos de riso aliviava sua dor o suficiente para ele conseguir dormir por duas horas. Testes clínicos também comprovaram que sua inflamação diminuía a cada sessão de riso.

Cousin escreveu sua história dez anos após sua cura e tornou-se o símbolo da terapia do riso, dando origem a pesquisas mais aprofundadas. Hoje sabemos que o riso fortifica o sistema imunológico, estimula as funções cardiovasculares e liberta endorfinas que combatem a dor.

Rir é o melhor remédio para o corpo e o espírito.

Sorria!!!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Bactérias de Marte

E agora na terra...

"No dia 17 de Janeiro de 2000, um grupo de astrónomos descobriu duas bactérias provenientes do planeta Marte na Terra. As bactérias descobertas foram Deinococcus radiodurans R1 e Bacillus subtilis.
Deinococcus radiodurans é um dos organismos mais resistentes à radiação e à sobrevivência em condições de calor, frio, desidratação, vácuo e ácido. Recebeu a alcunha de "Conan, a bactéria" e, com base em diversos estudos realizados, concluiu-se que se trata do microrganismo perfeito para viajar pelo espaço e "conquistar" planetas.
Por outro lado, Bacillus subtilis tem a particularidade de formar uma capa protectora que lhe permite tolerar condições ambientais extremas. Não é perigosa para o ser humano, mas pode contaminar alimentos, embora seja rara uma intoxicação alimentar causada por tal bactéria".

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Nasceu um Homem grande

 Foi em 1929...

Um dia como este, no ano de 1929, nascia em Atlanta, na Georgia, o ativista político e pastor protestante norte-americano Martin Luther King Jr.. Ele ficou conhecido pela sua liderança na resistência não violenta e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos. Por conta de sua luta, recebeu, em 14 de outubro de 1964, o Prêmio Nobel da Paz (foi o mais jovem até então a obter a honraria). Menos de quatro anos depois, King foi assassinado, em Memphis, no dia 4 de abril de 1968. Seu discurso mais famoso, "Eu Tenho Um Sonho", foi proferido em março de 1963, em frente ao Memorial Lincoln, em Washington DC. Em 1986, foi estabelecido o Dia de Martin Luther King, sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário dele. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi celebrado em todos os estados do país.

"Eu tenho o sonho de um dia ver meus quatro filhos vivendo numa nação em que não sejam julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo seu caráter".
"Quase sempre minorias criativas e dedicadas tornam o mundo melhor".
"Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver".

                                                                                                                       Martin Luther King Jr.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Telefone

E ainda...
 
 
O telefone é um dispositivo de telecomunicação projetado para transmitir conversas por meio de sinais elétricos. O visionário que inventou o telefone foi Antonio Meucci, que o batizou de teletrófone, entre outras inovações técnicas. Durante muito tempo, Alexander Graham Bell foi considerado o inventor do telefone. Contudo, Bell foi apenas o primeiro a patenteá-lo. Dessa forma, em 14 de janeiro de 1876, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a resolução 269, pela qual se reconheceu que o inventor do telefone havia sido Antonio Meucci e não Alexander Graham Bell.

Impressionista Francesa.

Hoje nasceu...

No dia 14 de janeiro de 1841 nascia na cidade de Bourges, na França, Berthe Morisot, pintora impressionista francesa. Ela participou da primeira exposição dos impressionistas, em 1874, e também teve obras expostas em Nova York, 1886, e na Exposição Internacional de Paris, no ano seguinte. Amiga de Manet, posou para ele como modelo e apaixonou-se por Eugênio, irmão do pintor, com quem se casou. A pintora morreu no dia 2 de março de 1895, em Paris.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Supervisão Pedagógica

Resumo.
 
Globalmente, a Supervisão Pedagógica adquiriu um papel relevante na organização social da Escola, fundamentalmente no papel de mediação entre profissionais. Assume-se, ainda, como uma teia de reflexões, competências, saberes e aprendizagens.

A identidade profissional e a construção de conhecimento são enriquecidas pela interação partilhada na supervisão.

A atual conceção da escola orientada para o aumento da sua autonomia e qualidade pedagógica do projeto educativo que orienta toda a ação dos seus profissionais impõe uma visão mais abrangente do papel da supervisão, entendida como um meio de potenciar o desenvolvimento profissional do professor e a melhoria da qualidade do ensino e das aprendizagens. Os modelos de supervisão pedagógica podem constituir um instrumento fulcral na promoção dessa autonomia, no sentido da procura da melhoria do serviço educativo prestado pelas Unidades Orgânicas.
 
Adelino Matos

Calisto...

Descoberto em 1610

Calisto é um satélite do planeta Júpiter, descoberto em 13 de janeiro de 1610 por Galileu Galilei. Seu diâmetro era de aproximadamente 4.900 km, transformando-o na terceira maior lua do Sistema Solar, com o mesmo tamanho do planeta Mercúrio. Seu nome procede de um dos muitos amores de Zeus, rei dos deuses olímpicos. Orbita em torno de Júpiter a uma distância média de 1.800.000 km, com um período de 16,6 dias. Ainda que o nome "Calisto" tenha sido sugerido por Simão Marius, pouco depois de seu descobrimento, esse nome e os nomes dos outros satélites galileanos não foram usados até meados do século XX. Usava-se a forma numeral romana e se denominava "Júpiter IV" ou "quarto satélite de Júpiter".

domingo, 12 de janeiro de 2014

Haiti sofre um terremoto catastrófico...

Saber não ocupa lugar...

Em 12 de janeiro de 2010, o Haiti, país mais pobre da América Latina, foi assolado por um terremoto catastrófico. O tremor teve epicentro na península de Tiburon, a 10 km de profundidade e a 22 km da capital, alcançando a magnitude de 7,0 graus na escala Richter. Estima-se que o abalo afetou cerca de três milhões de pessoas e vitimou cerca de 250 mil. Além do Haiti, o sismo foi sentido em menor intensidade em vários países vizinhos, como Cuba, Jamaica, Venezuela, Porto Rico e República Dominicana. 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Para comentar com liberdade e responsabilidade...

Mais uma partilha...

Agrupamento de Alunos

A criação de grupos de nível dentro das escolas sempre gerou muita controvérsia. Isso não é mau, pode até ser muito bom, desde que nos esclareça e ajude a tomar melhores decisões pedagógicas. A maior parte das vezes em que participei em discussões sobre este tema senti que os grupos de nível são para muitos professores um tabu, um assunto que não tem que ser debatido, porque as turmas têm de ser heterogéneas e ponto final. Antes de qualquer outra questão importa reafirmar que: (i) o primeiro foco da escola é ensinar e que (ii) o segundo é ensinar fazendo com que cada um aprenda e que (iii) a nossa maior dificuldade continua (e continuará) a consistir em saber organizar a escola para a promoção de percursos educativos de qualidade para cada aluno. A criação de grupos mais homogéneos de alunos com rendimento escolar diferenciado pode fazer todo o sentido sobretudo se: (i)não se pretender criar, sem mais, um grupo de alunos com menor rendimento (sobre o qual se podem evidentemente lançar todos os estigmas, conduzindo não a melhores aprendizagens, mas a piores desempenhos); (ii) estivermos perante uma estratégia pedagógica deliberada que visa, transitoriamente, recuperar aprendizagens não alcançadas num ritmo e numa intensidade estimadas. Ou seja, podemos manter o princípio da convivência de todos os alunos no espaço escolar e nas turmas heterogéneas, conjugando-o com o outro princípio de que é preciso fazer com que cada um aprenda e atinja níveis de desempenho adequados (o que não quer dizer obter o mesmo desempenho nas mesmas disciplinas!!). A conciliação dos dois princípios convive bem com a criação temporária de grupos homogéneos, dentro e fora da turma-base, desde que isso seja considerado melhor para os alunos em questão pela equipa de professores. Sinto que colocamos demasiada ênfase na heterogeneidade versus homogeneidade, quando a questão educacional e escolar reside muito mais em saber como melhor organizar pedagogicamente a atividade de ensino e aprendizagem, em cada momento, para favorecer mais e melhores aprendizagens da parte de alunos muito diferentes, porque quem aprende ou não são eles. E nesses modos de organizar adequadamente a pedagogia escolar não deve haver tabus, mas muito trabalho de mobilização da inteligência pedagógica de cada escola, avaliando em cada momento os objetivos enunciados e os passos dados. Em educação, não sei se haverá alguma coisa que seja melhor ou pior, à partida e descontextualizadamente. Em pedagogia, as soluções à cabeça, antes de conhecer sequer os alunos, dão mau resultado. As pessoas dos alunos que estão diante de nós e connosco é que nos fazem percorrer um dado caminho, porque o caminho concreto da aprendizagem a fazer na escola, em cada momento, é com eles e por eles que tem de ser feito, recorrendo para isso a equipa de docentes aos melhores recursos disponíveis, em liberdade e com responsabilidade.
Joaquim Azevedo
Mais uma partilha Agrupamento de Alunos A criação de grupos de nível dentro das escolas sempre gerou muita controvérsia. Isso não é mau, pode até ser muito bom, desde que nos esclareça e ajude a tomar melhores decisões pedagógicas. A maior parte das vezes em que participei em discussões sobre este tema senti que os grupos de nível são para muitos professores um tabu, um assunto que não tem que ser debatido, porque as turmas têm de ser heterogéneas e ponto final. Antes de qualquer outra questão importa reafirmar que: (i) o primeiro foco da escola é ensinar e que (ii) o segundo é ensinar fazendo com que cada um aprenda e que (iii) a nossa maior dificuldade continua (e continuará) a consistir em saber organizar a escola para a promoção de percursos educativos de qualidade para cada aluno. A criação de grupos mais homogéneos de alunos com rendimento escolar diferenciado pode fazer todo o sentido sobretudo se: (i)não se pretender criar, sem mais, um grupo de alunos com menor rendimento (sobre o qual se podem evidentemente lançar todos os estigmas, conduzindo não a melhores aprendizagens, mas a piores desempenhos); (ii) estivermos perante uma estratégia pedagógica deliberada que visa, transitoriamente, recuperar aprendizagens não alcançadas num ritmo e numa intensidade estimadas. Ou seja, podemos manter o princípio da convivência de todos os alunos no espaço escolar e nas turmas heterogéneas, conjugando-o com o outro princípio de que é preciso fazer com que cada um aprenda e atinja níveis de desempenho adequados (o que não quer dizer obter o mesmo desempenho nas mesmas disciplinas!!). A conciliação dos dois princípios convive bem com a criação temporária de grupos homogéneos, dentro e fora da turma-base, desde que isso seja considerado melhor para os alunos em questão pela equipa de professores. Sinto que colocamos demasiada ênfase na heterogeneidade versus homogeneidade, quando a questão educacional e escolar reside muito mais em saber como melhor organizar pedagogicamente a atividade de ensino e aprendizagem, em cada momento, para favorecer mais e melhores aprendizagens da parte de alunos muito diferentes, porque quem aprende ou não são eles. E nesses modos de organizar adequadamente a pedagogia escolar não deve haver tabus, mas muito trabalho de mobilização da inteligência pedagógica de cada escola, avaliando em cada momento os objetivos enunciados e os passos dados. Em educação, não sei se haverá alguma coisa que seja melhor ou pior, à partida e descontextualizadamente. Em pedagogia, as soluções à cabeça, antes de conhecer sequer os alunos, dão mau resultado. As pessoas dos alunos que estão diante de nós e connosco é que nos fazem percorrer um dado caminho, porque o caminho concreto da aprendizagem a fazer na escola, em cada momento, é com eles e por eles que tem de ser feito, recorrendo para isso a equipa de docentes aos melhores recursos disponíveis, em liberdade e com responsabilidade. Joaquim Azevedo
Agrupamento de Alunos A criação de grupos de nível dentro das escolas sempre gerou muita controvérsia. Isso não é mau, pode até ser muito bom, desde que nos esclareça e ajude a tomar melhores decisões pedagógicas. A maior parte das vezes em que participei em discussões sobre este tema senti que os grupos de nível são para muitos professores um tabu, um assunto que não tem que ser debatido, porque as turmas têm de ser heterogéneas e ponto final. Antes de qualquer outra questão importa reafirmar que: (i) o primeiro foco da escola é ensinar e que (ii) o segundo é ensinar fazendo com que cada um aprenda e que (iii) a nossa maior dificuldade continua (e continuará) a consistir em saber organizar a escola para a promoção de percursos educativos de qualidade para cada aluno. A criação de grupos mais homogéneos de alunos com rendimento escolar diferenciado pode fazer todo o sentido sobretudo se: (i)não se pretender criar, sem mais, um grupo de alunos com menor rendimento (sobre o qual se podem evidentemente lançar todos os estigmas, conduzindo não a melhores aprendizagens, mas a piores desempenhos); (ii) estivermos perante uma estratégia pedagógica deliberada que visa, transitoriamente, recuperar aprendizagens não alcançadas num ritmo e numa intensidade estimadas. Ou seja, podemos manter o princípio da convivência de todos os alunos no espaço escolar e nas turmas heterogéneas, conjugando-o com o outro princípio de que é preciso fazer com que cada um aprenda e atinja níveis de desempenho adequados (o que não quer dizer obter o mesmo desempenho nas mesmas disciplinas!!). A conciliação dos dois princípios convive bem com a criação temporária de grupos homogéneos, dentro e fora da turma-base, desde que isso seja considerado melhor para os alunos em questão pela equipa de professores. Sinto que colocamos demasiada ênfase na heterogeneidade versus homogeneidade, quando a questão educacional e escolar reside muito mais em saber como melhor organizar pedagogicamente a atividade de ensino e aprendizagem, em cada momento, para favorecer mais e melhores aprendizagens da parte de alunos muito diferentes, porque quem aprende ou não são eles. E nesses modos de organizar adequadamente a pedagogia escolar não deve haver tabus, mas muito trabalho de mobilização da inteligência pedagógica de cada escola, avaliando em cada momento os objetivos enunciados e os passos dados. Em educação, não sei se haverá alguma coisa que seja melhor ou pior, à partida e descontextualizadamente. Em pedagogia, as soluções à cabeça, antes de conhecer sequer os alunos, dão mau resultado. As pessoas dos alunos que estão diante de nós e connosco é que nos fazem percorrer um dado caminho, porque o caminho concreto da aprendizagem a fazer na escola, em cada momento, é com eles e por eles que tem de ser feito, recorrendo para isso a equipa de docentes aos melhores recursos disponíveis, em liberdade e com responsabilidade. Joaquim Azevedo

Para comentar com liberdade e responsabilidade...

Mais uma partilha importante Agrupamento de Alunos A criação de grupos de nível dentro das escolas sempre gerou muita controvérsia. Isso não é mau, pode até ser muito bom, desde que nos esclareça e ajude a tomar melhores decisões pedagógicas. A maior parte das vezes em que participei em discussões sobre este tema senti que os grupos de nível são para muitos professores um tabu, um assunto que não tem que ser debatido, porque as turmas têm de ser heterogéneas e ponto final. Antes de qualquer outra questão importa reafirmar que: (i) o primeiro foco da escola é ensinar e que (ii) o segundo é ensinar fazendo com que cada um aprenda e que (iii) a nossa maior dificuldade continua (e continuará) a consistir em saber organizar a escola para a promoção de percursos educativos de qualidade para cada aluno. A criação de grupos mais homogéneos de alunos com rendimento escolar diferenciado pode fazer todo o sentido sobretudo se: (i)não se pretender criar, sem mais, um grupo de alunos com menor rendimento (sobre o qual se podem evidentemente lançar todos os estigmas, conduzindo não a melhores aprendizagens, mas a piores desempenhos); (ii) estivermos perante uma estratégia pedagógica deliberada que visa, transitoriamente, recuperar aprendizagens não alcançadas num ritmo e numa intensidade estimadas. Ou seja, podemos manter o princípio da convivência de todos os alunos no espaço escolar e nas turmas heterogéneas, conjugando-o com o outro princípio de que é preciso fazer com que cada um aprenda e atinja níveis de desempenho adequados (o que não quer dizer obter o mesmo desempenho nas mesmas disciplinas!!). A conciliação dos dois princípios convive bem com a criação temporária de grupos homogéneos, dentro e fora da turma-base, desde que isso seja considerado melhor para os alunos em questão pela equipa de professores. Sinto que colocamos demasiada ênfase na heterogeneidade versus homogeneidade, quando a questão educacional e escolar reside muito mais em saber como melhor organizar pedagogicamente a atividade de ensino e aprendizagem, em cada momento, para favorecer mais e melhores aprendizagens da parte de alunos muito diferentes, porque quem aprende ou não são eles. E nesses modos de organizar adequadamente a pedagogia escolar não deve haver tabus, mas muito trabalho de mobilização da inteligência pedagógica de cada escola, avaliando em cada momento os objetivos enunciados e os passos dados. Em educação, não sei se haverá alguma coisa que seja melhor ou pior, à partida e descontextualizadamente. Em pedagogia, as soluções à cabeça, antes de conhecer sequer os alunos, dão mau resultado. As pessoas dos alunos que estão diante de nós e connosco é que nos fazem percorrer um dado caminho, porque o caminho concreto da aprendizagem a fazer na escola, em cada momento, é com eles e por eles que tem de ser feito, recorrendo para isso a equipa de docentes aos melhores recursos disponíveis, em liberdade e com responsabilidade. Joaquim Azevedo

Dia 11 de Janeiro

Dia 11 de Janeiro Dia Internacional do Obrigado
Sim, isso mesmo! Hoje é o dia de praticar essa ação que abre tantos sorrisos. A data foi criada nas redes sociais e virou mania. Especialistas garantem que esta palavra mágica é a que mais gera bem-estar. Como parte da nova data comemorativa, uma campanha foi criada na internet com o nome "Diga obrigado hoje". A mobilização tem o intuito de transformar o dia 11 de janeiro em um dia de gratidão. A página já acumula mais de mil visualizações diárias. "Para quem ouve, cada pequeno obrigado pode ser algo grandioso" afirma um dos responsáveis pela campanha. E já que o intuito é agradecer, abaixo ensinamos esta palavrinha mágica em todas as línguas, porque assim fica mais divertido... Vamos praticar? Aceda e conheça a palavra OBRIGADO em vários idiomas: http://www.quediaehoje.net/curiosidade-obrigado.asp

Partilhar

É importante partilhar. Ninguém deve ficar de fora Em nosso entender, a promoção do sucesso no ensino/aprendizagem só acontece efetivamente se a Escola, em particular, e toda a comunidade educativa, em geral, for capaz de responder de forma eficiente tanto às necessidades de cada um dos seus indivíduos – sejam elas de carácter afetivo, cultural ou psicológico, entre outras –, como aos desafios relevantes e concretos da realidade vivida e sentida por cada um dos seus elementos e, ao mesmo tempo, por todos. Sabemos, no entanto, que esta tarefa nem sempre é fácil, sendo, aliás, quase sempre apresentada como praticamente impossível! Relembrando alguns filmes clássicos acerca da influência dos professores – Sementes de Violência, O Clube dos Poetas Mortos – podemos recordar de que formas as crenças, as atitudes, as posturas, o estilo e os valores dos professores poderão ser tão marcantes para os alunos. Assim, se atendermos aos propósitos morais do ensino – que entendem o ensino como uma ação humana levada a cabo para outros seres humanos – o carácter moral do professor assume uma importância decisiva. Sockett (1993: 71) identifica cinco virtudes principais, a saber: a honestidade, a coragem, o cuidado, a justiça e o reconhecimento prático. Estas virtudes estão, obviamente, relacionadas com a arte de ensinar: a justiça e a coragem de criar oportunidades para que cada aluno possa aprender de forma significativa está umbilicalmente associada às múltiplas exigências de um ambiente sempre complexo e em constante mudança. Sabemos também ser quase impossível encontrar um professor «apaixonado» pelo que faz que não se preocupe em estabelecer verdadeiros elos com todos os seus alunos, com a comunidade educativa que integra e, quiçá, consigo próprio. Mas a honestidade, a coragem, o cuidado, a justiça e a sabedoria prática, não são qualidades acidentais!.... Manter um compromisso ao longo do tempo requer a coragem e a justiça de continuar a cuidar de todos e de cada um: dos que são menos e dos que são mais interessados, dos que revelam menos mas também dos que revelam mais capacidades. Defendemos que ninguém deve ficar de fora e a Escola não pode representar algo inibidor do aparecimento e/ou desenvolvimento das potencialidades dos alunos. Esta tem o dever de criar ambientes criativos, que potenciem e estimulem os alunos, de criar «outras» oportunidades e fazer desabrochar capacidades. Daniela Gonçalves | Isabel Cláudia Nogueira - AMA Fénix Professoras da ESE de Paula Fassinetti

domingo, 10 de junho de 2012

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, em Lisboa e faleceu aos 47 anos de idade, em Lisboa, a 30 de Novembro de 1935. Ao longo da sua vida dedicou-se a diversas ocupações, tendo trabalhado em várias firmas como correspondente comercial. Foi também empresário, editor, crítico literário, ativista político, tradutor, jornalista, inventor, publicitário e publicista, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra.
Avaliação de fontes de informação na internet A produção, uso e gestão da informação se transformaram com a internet, modificando paradigmas das bibliotecas e dos bibliotecários Por Maria Teresa Manfredo 10/06/2012 A rápida evolução dos sistemas comunicação resultou em transformações importantes no comportamento das bibliotecas ou unidades de informação, desenhadas basicamente para recolherem e armazenarem o suporte até então tradicional: o material impresso. Questões ligadas a este último, tido como de fácil administração, devem agora ser repensadas, devido à complexidade, volatilidade, mutabilidade, abertura, dinamismo e? espaço temporal imposto pela internet. É o assunto tratado no livro Avaliação de fontes de informação na internet, dirigido não só a profissionais da informação, mas a todos que se interessem pelo tema, no panorama das recentes transformações comunicacionais. As organizadoras da obra, Maria Inês Tomaél, doutora em ciência da informação e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Marta Lígia Pomim Valentim, professora livre docente em informação, conhecimento e inteligência organizacional pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/Marília), enfatizam que nenhuma tecnologia da informação teve impacto tão forte nos profissionais da informação como a internet, pois esta modificou as funções, os paradigmas e a cultura da biblioteca e dos bibliotecários. Neste cenário, até o consolidado conceito de biblioteca passa por reformulações. A coleção das bibliotecas agora inclui conversas e centenas de outros materiais; biblioteca pode também ser um museu ou mesmo um hospital. Mensagens pessoais passam a ser também mensagens científicas; conversa é livro e catálogo vira documento. A convergência de formatos, instituições, serviços e processos teriam revolucionado a biblioteconomia por inteiro. Isso porque o que está consolidado na literatura da área são as fontes impressas e a maior parte dos documentos eletrônicos apenas têm imitado, em outro suporte, a estrutura dos seus antecessores em papel. O termo biblioteca virtual seria um exemplo da dificuldade de conceituação das novas fontes. Como uma ideia ainda em consolidação, não comportaria uma definição plenamente estabelecida: “Basta consultar a literatura a respeito para verificar as várias acepções que o termo tem assumido. Ainda estamos refletindo sobre o que seja biblioteca virtual: para alguns é uma biblioteca tradicional que disponibiliza seu catálogo online, para outros é uma biblioteca que tem seu acervo digitalizado, para outros uma coleção de links, e para outros uma coleção de links comentada e tratada sob a luz da ciência da informação.”, afirmam Silva e Tomaél. As organizadoras do livro defendem que as bibliotecas virtuais irão armazenar e dar acesso a volumes cada vez maiores de informação multimídia (texto, imagem, som, vídeo etc) em suportes digitais e diversos formatos, paralelamente à existência de documentos impressos. De maneira otimista, elas acreditam que todos esses suportes estarão acessíveis a qualquer momento e divulgarão tanto os chamados documentos primários (como teses, monografias, livros e periódicos) quanto os secundários (como base de dados, catálogos de bibliotecas etc). Ao longo de sete capítulos, o livro destaca ainda os critérios de qualidade para avaliar fontes de informação na internet; a identificação, análise e seleção de dicionários e enciclopédias neste meio; os portais verticais; os apontadores na web; as fontes de informação industrial na internet; as fontes de informação nesta rede: softwares para unidades de informação; e as fontes de informação pública na internet. A análise de diversos especialistas reafirma que a era da informação eletrônica, marcada por uso de tecnologias e avanços informacionais, possibilitou a comunicação, transferência de informações e documentos de maneira quase instantânea. Esse processo provocou alterações nas estruturas até então existentes, criando novas combinações. As estruturas passaram a ser mais flexíveis e promoveram um maior envolvimento na busca e na disponibilização da informação, num cenário de constante mutação. Dessa quebra de rigidez provêm novos recursos informacionais que crescem, cada vez mais, acarretando mudanças radicais nos serviços tidos como tradicionais. De uma maneira otimista, o livro é baseado na ideia de que, na atualidade, os documentos não estão desaparecendo, como se previa, mas melhorando em variedade e número. Contudo, as autoras lembram, a todo momento, que muitos tipos de controle e padrões ainda são necessários para armazenar, recuperar, linkar e permutar informações. Instala-se um novo paradigma: do papel para o eletrônico, dos sistemas para a rede, do analógico para o digital. As fontes eletrônicas de informação, na internet, utilizam-se de múltiplas formas, redimensionando os conceitos até então aplicados. Tudo isso requer, portanto, tratamento e usos diferenciados, exigindo um estudo que estabeleça tipologias de como são trabalhadas e como são designadas na rede. Falta, no entanto, segundo alertam as autoras, pesquisas que tenham como objeto de análise essa abordagem. Por outro lado, a falta de organização na disponibilização das informações e a inexistência de mecanismos de recuperação que atendam a seletividade de um perfil de interesse específico colaborariam para que esta desorganização esteja em pauta em muitos estudos presentes nos veículos de comunicação em geral e na literatura técnico-científica, o que propiciaria seu estudo, delineamento e disponibilização. Os profissionais da informação devem considerar que os recursos eletrônicos (online e CD-Rom) cada vez mais conquistarão espaço e, segundo os autores, são o que de melhor já se criou para o tratamento e a recuperação da informação. Segundo as autoras Terezinha da Silva, docente do Curso de Mestrado Profissional em Gestão da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Maria Inês Tomaél, professora do Departamento de Ciência da Informação da UEL, afirmam na introdução do livro: “apesar dos sites de busca disponíveis na internet, a recuperação da informação é morosa, sem qualidade, com baixa revocação, enganosa e, em muitos casos, inexequível”. O mesmo se daria em relação à recuperação de fontes que se encontram perdidas no espaço informacional da web. A quantidade de informações presentes na internet dificulta, afirmam, a localização de uma fonte específica. Os métodos tradicionais de indexação por autor, palavras-chave etc, tornaram-se insuficientes e pobres, dada a possibilidade de se fazer indexação para dentro dos textos, para que toda a informação no ciberespaço possa ser utilizada massivamente e com qualidade. Nesse cenário, os especialistas defendem que se faz necessário aperfeiçoar ou desenvolver novos métodos de identificação, de catalogação, organização, classificação e indexação dos recursos eletrônicos. Talvez a obra peque pelo tom demasiadamente positivo e acrítico acerca da internet – sempre referida como um sistema único de geração, armazenagem e disseminação de informação. Isto é percebido através de citações como a que compara a internet às descobertas de Nicolau Copérnico e Galileu Galilei: “No atual momento, encontra-se em andamento uma revolução quanto aos princípios que orientam as organizações sociais, sendo que, no processo evolucionário, a informação e o conhecimento transformam-se em chaves do novo paradigma. A rede é a ‘biblioteca centrada no usuário’ enquanto devir. Aquela que muitas vezes não passava de retórica, vai sendo, ainda que no imaginário, imposta pela web. Para a biblioteca tradicional essa mudança de paradigma talvez seja tão significativa quanto a descoberta do heliocentrismo. E é preciso desenhar novos mapas, novas órbitas, novos movimentos.” (pg.8). Contudo, o livro traça um importante e raro panorama sobre o tema, na literatura brasileira da área, suscitando e sugerindo pertinentes pontos de pesquisa sobre o assunto. Avaliação de fontes de informação na internet Maria Inês Tomaél & Marta Lígia Pomim Valentim (Orgs.) Ano: 2004 Editora: Eduel Nº de páginas: 162

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bullying

 O fenómeno conhecido por “bullying” pode definir-se como um ataque, ou estar correlacionado com expressões como: “abusar dos colegas, vitimizar, intimidar”.


Bullying é um termo inglês utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.


De acordo com Susana Carvalhosa o bullying na escola define-se do seguinte modo: um aluno está a ser provocado/vitimado quando está exposto, repetidamente e ao longo do tempo, a acções negativas da parte de uma ou mais pessoas (Olweus, 1993). Considera-se uma acção negativa quando alguém intencionalmente causa, ou tenta causar, danos ou mal-estar a outra pessoa. Esse repetido importunar pode ser físico, verbal, psicológico e/ou sexual.


Com maior incidência nas áreas urbanas e suburbanas apresenta uma série de tipologias.


A mais comum entre os rapazes é a agressão física: bater, pontapear, empurrar, tirar objectos pessoais, mas poderão ser ofensas verbais ou mesmo atemorização.


Actualmente verifica-se a incidência de outro tipo de “bullying”: ameaças por telemóvel, por “e-mail” e nos “chats”.


Pode traduzir-se em atitudes como o “gozar”, “chamar nomes”, “troçar”, “fazer comentários ou gestos ordinários e/ou piadas sexuais”


O bullying pode também assumir-se como exclusão social: não querer a participação de um colega no grupo, não lhe falar, discriminá-lo ou humilhá-lo,


Pode ainda assumir formas indirectas de violência, como espalhar boatos maldosos, mentiras divulgar segredos ou fazer chantagem.


Entre os factores que podem ser apontados como exemplos para recorrer a práticas de intimidação podemos elencar:


Factores de risco – como ter uma personalidade facilmente irritável, ser agressivo e insatisfeito.


Factores familiares – gozar de elevado prestígio social, sentirem-se impunes, ou o prestígio social ser negativo e querer conquistar afirmação.


Nas situações de bullying os elementos participantes desempenham diferentes papéis:


Ø  Vitimas – caracterizam-se por serem passivas ou agressivas/provocadoras (se tentam retaliar quando são atacadas) consoante a sua posição face à situação.


Ø  Intimidadores – nesta posição estão os líderes (os que tomam a iniciativa) e os seguidores (que seguem essas iniciativas ou que desempenham o papel de agressor comandados pelos lideres)


Ø  Reforçadores – incentivam os intimidadores e gozam da vítima entre este grupo podemos também enquadrar as testemunhas que silenciam e se afastam.


De acordo com a teoria dos sistemas ecológicos, como Bronfenbrenner, o desenvolvimento humano ocorre num conjunto de sobreposições de sistemas ecológicos e foca o relacionamento de um indivíduo dentro do seu contexto social.


Alterações ou conflitos em qualquer sistema terá um efeito em todos os outros sistemas. Baseado nesta teoria, o bullying é visto como um fenómeno que afecta o desenvolvimento ecológico das crianças e dos jovens.


Um caso de Bullying


Foram integradas na mesma turma duas irmãs gémeas e uma outra aluna de etnia cigana vida de uma outra escola do 1.º ciclo, desde o inicio do ano que estas alunas tem tido um comportamento pouco correcto. Marcado pelo absentismo, mau comportamento, baixo rendimento escolar, falta de regras, entre outras.


Várias têm sido as medidas implantadas para conseguir minorar este tipo de comportamento, desde o trabalho desenvolvido pelo director de turma, os contactos com a família, o envolvimento do conselho executivo, de toda a comunidade escolar, nomeadamente auxiliares. Elaborou-se um programa tutorial para as alunas, que também não surtiu os resultados esperados.


A integração na turma de uma outra aluna, transferida, de etnia cigana veio aumentar ainda mais os comportamentos negativos. As quatro alunas passaram a andar sempre juntas e começaram a ter atitudes de bullying sobre outros alunos da escola, particularmente os mais novos.


Na fila do refeitório intimidavam outros alunos para passarem à frente.


Por vezes abordavam grupos de alunos para lhes exigirem pastilhas, bebidas ou comida.


Noutras situações tentavam intimidar alunos exigindo que estes lhes dessem outros objectos pessoais.


Às vezes valiam-se apenas do facto de serem um grupo e das colegas de etnia cigana para intimidar e assustar.


Outra atitude utilizada era a de causar perturbação, agredir verbalmente os outros, gozarem com alunos que achavam mais frágeis, entre as muitas utilizadas.


Na maioria das situações, houve sempre a intervenção pronta de professores ou funcionários, uma vez que as alunas eram sistematicamente vigiadas, desde que entravam na escola até que saíam.


Às alunas foram aplicadas medidas disciplinares e correctivas desde repreensões, suspensões até trabalho cívico.


Tem sido desenvolvido na escola ao longo do ano um projecto sobre o bullying com a parceria do Unidade de Cuidados Funcionais da Criança e do Adolescente da Figueira da Foz (UCFCAFF), tendo sido implementadas várias acções, sessões de discussão e esclarecimento e formação de mediadores de conflitos.


O bullying é hoje uma realidade à qual a escola tem de estar atenta e encontrar medidas para minimizar essas atitudes e proteger aqueles que eventualmente poderão ser os alvos mais fáceis.


Até porque habitualmente as vítimas de bullying sofrem sozinhas, podendo demorar algum tempo a serem identificadas, sendo muito importante estar atento aos sinais.


O fenómeno “bullying”



 O fenómeno conhecido por “bullying” pode definir-se como um ataque, ou estar correlacionado com expressões como: “abusar dos colegas, vitimizar, intimidar”.


Tipos de Bullying



  • Físico (bater, pontapear, beliscar, ferir, empurrar, agredir)
  • Verbal (apelidos, gozar, insultar)
  • Moral (difamar, caluniar, discriminar, tiranizar)
  • Sexual (abusar, assediar, insinuar, violar sexualmente)
  • Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir, ignorar, aterrorizar, excluir, humilhar)
  • Material (roubar, destruir pertences materiais e pessoais)
  • Virtual (insultar, discriminar, difamar, humilhar, ofender por meio da Internet e telemóveis)
  • Diferentes papéis dos participantes nas situações de bullying:


                   Vitimas Intimidadores  Reforçadores


O bullying divide-se em duas categorias



  1. Bullying directo;
  2. Bullying indirecto, também conhecido como agressão social

O bullying directo é a forma mais comum entre os agressores masculinos.


A agressão social ou bullying indirecto é a forma mais comum entre elementos do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:



  • espalhar comentários;
  • recusa em se socializar com a vítima
  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
  • criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades, etc).

Pesquisas:


pt.shvoong.com/medicine-and-health/1783355-bullying-violência-nas-escolas/ -


www.iefp.pt/formacao/formadores/formacao/.../Seminário%20Bullying/Dra.%20Susana%20Carvalhosa%20Resumo.doc


bullying35.blogs.sapo.pt/


www.uma.pt/alicemendonca/conteudo/publica/bullying.pdf


 www.bullyingescola.com/


escolas.forum.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=105:qbullying-nas-escolasq-do...


apeedpedroiv.bloguepessoal.com/25330/BULLYING/


www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=


segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Conflito em Contexto Escolar

 

Introdução 

A Escola constitui-se um espaço de socialização por excelência. Tida como elo de ligação com a família, assume-se como um mecanismo de ressonância das dificuldades, dos conflitos e das potencialidades que o adolescente experimenta.  Num mundo cada vez mais global, onde a sociedade de informação é uma realidade, importa olhar a escola e as relações que nelas se desenvolvem sob um novo prisma. O conflito, nomeadamente o conflito em contexto escolar, é uma realidade incontornável e intrínseca do nosso quotidiano, que assume uma inegável pertinência e actualidade no contexto educativo português. 


O conceito 


Podem-se encontrar diferentes definições de conflito, as que apresentamos seguidamente estão contidas na obra de Costa E. e Matos P. (2007:75)  O conflito resulta de uma percepção divergente de interesses visões ou objectivos (Deutsch, 1973); De preferências opostas (Carneval ε Pruitt, 1992); Da crença de que os objectivos actuais das partes envolvidas não podem ser atingidos em simultâneo (Rubin, Pruitt ε Kim, 1994); É um processo que começa quando um dos elementos percepciona que o outro frustrou ou está prestes a frustrar o seu objectivo, preocupação, ideia (Sanson ε Bretetherton, 2001). Os mesmos autores salientam que Deutsch sugere que o conflito seja perspectivado não como uma conotação negativa mas como algo neutro. Dependendo da forma como o conflito é gerido os resultados deste é que podem ser positivos ou negativos. 


Os autores referem como efeitos negativos a desconfiança, a obstrução da cooperação, a perturbação das relações o escalar de diferenças de posição, podendo mesmo conduzir ao confronto violento. Entre os efeitos positivos pode-se salientar, de acordo com o que é referido pelos autores, o incentivar a discussão sobre diferentes assuntos, promover formas construtivas de clarificação de divergências, bem como da sua resolução, encorajar uma comunicação mais aberta e espontânea, levando ao crescimento nas diferentes partes envolvidas na relação. É defendido que o conflito existe e é necessário para que existam mudanças, nesse sentido o objectivo da Escola  De acordo com Johnson e Johnson (1995) citado por Costa e Matos (2007:75) na escola os conflitos podem ser classificados como: 


Controvérsia – quando ideias, informações, teorias e opiniões de um sujeito são incompatíveis com as de outro, procurando ambos um acordo. Abordada de forma construtiva a controvérsia pode ser facilitadora da aprendizagem, bem como da capacidade de tomar decisões e da qualidade dessas decisões. 


Conflito conceptualquando existem, simultaneamente, ideias incompatíveis em que a informação recebida não parece ser compatível com o conhecimento pré-existente, em que o individuo percebe a existência de controvérsia com as suas posições anteriores;  


Conflito de interessesquando as acções de uma pessoa, maximizando os seus objectivos, interferem ou bloqueiam as acções de outro que também pretende atingir o seu fim; 


Conflito desenvolvimentalquando forças opostas de estabilidade e mudança co-ocorrem em actividades incompatíveis entre adultos e criança. 


É consensual para os autores que o conflito existe e é necessário para que se processem mudanças, nesse sentido o objectivo da Escola não é evitar o conflito, mas sim abordar as situações de conflito minimizando os impactos negativos e maximizando o seu potencial positivo. 


Proposta de intervenção 


O conflito, tal como é abordado pelos autores, quando abordado de forma construtiva é criador ou construtivo, possibilitando a diferenciação e a integração para níveis mais complexos de convivência social, de relacionamento com os outros e consigo próprios. Construindo-se ao longo da vida num sistema de relações significativas, uma vez que desde a infância a criança recebe informações de diferentes contextos de socialização, sendo que a sua organização ao nível cognitivo e emocional depende dos significados que cada um lhe atribui. Desta forma das estratégias de intervenção e de resolução de conflitos apresentadas selecciono a proposta de Coleman e Deutsch (2001) a abordagem sistémica por considerar a necessidade de intervir a diferentes níveis no contexto escolar. 


Esta abordagem traduz o reconhecimento da circularidade de influências nestes processos (Costa e Matos, 2007: 90). Sublinhando a visão da Escola como um sistema aberto, Raider (cit. Por Costa e Matos, 2007) estabelece cinco níveis de abordagem: a disciplina, o curriculum, a pedagogia, a cultura escolar e a comunidade. Para produzir mudanças significativas não é suficiente intervir apenas numa determinada área, mas sim desenvolver experiências continuadas de resolução construtiva de conflitos aos diferentes níveis, no seio das diferentes áreas disciplinares, criando um ambiente escolar que favoreça essas experiências, construindo uma escola que sirva de modelo aos seus alunos. 


Raider defende que essa experiência alargada permitirá o desenvolvimento nos alunos de atitudes e competências generalizáveis, que sejam suficientemente fortes, para que estes possam resistir às influências contraditórias que possam ocorrer nos contextos extra-escolares. E ainda, que em adultos estejam preparados para cooperar com os outros na resolução construtiva de conflitos 


O programa de actuação apresentado por Coleman e Deutch engloba diferentes níveis de análise da instituição escolar e tem como objectivo a promoção de valores, atitudes, conhecimentos e competências. Para o primeiro nível, o sistema disciplina, a intervenção proposta consiste nos programas de mediação de pares, com formação e supervisão de acompanhamento no sentido de preparar os alunos e professores seleccionados para servirem como mediadores. Os conflitos na escola podem ocorrer entre alunos, entre estes e os professores, entre os professores e os gestores e entre pais e professores. Esta formação centra-se nos princípios de resolução construtiva de conflitos, no modo de funcionamento como mediadores e nas regras a adoptar durante os programas de mediação. Os efeitos positivos deste programa traduzem-se para os alunos ao nível da autoconfiança, auto-estima, assertividade e atitudes gerais face à escola. Ao nível da escola as evidências são a diminuição do número de processos e medidas correctivas e consequentemente a rentabilização do tempo dispendido pelos professores e órgãos de gestão a tratar situações de conflito, bem como a percepção da escola como um ambiente de aprendizagem produtivo e um clima global positivo. 


A intervenção ao segundo nível, o do curriculum centra-se na criação de programas de formação dirigidos aos alunos que incidem na resolução de conflitos, implicando a incorporação de temas no currículo escolar, como compreender o conflito, comunicar, lidar com a fúria, cooperação, assertividade consciência de diferenças, diversidade cultural, resolução de conflitos e pacificação (Costa e Matos, 2007: 92). O terceiro nível, o da pedagogia, assenta na defesa do uso de estratégias de ensino, como a aprendizagem cooperativa e a controvérsia nas disciplinas regulares, dando a possibilidade aos alunos de praticarem competências de resolução de conflitos adquiridas em unidades ou formação isolada. A aprendizagem cooperativa é constituída por cinco elementos chave de acordo com Johnson, Johnson e Holubec: interdependência positiva, interacção face-a-face, responsabilidade individual, competências interpessoais e de pequeno grupo, e processamento ou análise do funcionamento dos grupos de aprendizagem. (Costa e Matos, 2007:94). De acordo com Nascimento (2003) A importância da controvérsia curricular parece ser evidente na medida em que, perante uma diversidade de opiniões, ideias, crenças, e significados, requer que os alunos se envolvam num debate e façam uma síntese consensual das ideias apresentadas. (Costa e Matos, 2007:94). O quarto nível, da cultura escolar incide sobre a formação dos próprios adultos das escolas, quer ao nível individual com o desenvolvimento de competências de negociação colaborativa, quer através da reestruturação do sistema de gestão de conflitos entre adultos. Este envolvimento dos adultos pode contribuir para generalizar à instituição as mudanças produzidas, através da modelagem junto dos alunos e ainda a promoção de novas normas e expectativas relativas à gestão do conflito em toda a comunidade escolar. Por fim, ao quinto nível, a comunidade alargada este programa realça a necessidade de formação de processos colaborativos e de resolução construtiva de conflitos, ultrapassando os limites físicos da escola, envolvendo pais, outros prestadores de cuidados como a policia local, membros de organizações comunitárias entre outros. 


Situação concreta 


A situação de conflito seleccionada tem como base uma turma do 5.º ano constituída por alunos oriundos de diferentes escolas, de diferentes etnias e oriundos de famílias desestruturadas.  Efectivamente parece existir uma relação positiva entre o conflito estrutural e problemas ao nível do desenvolvimento social e emocional da criança. Esta turma caracteriza-se portanto por uma grande heterogeneidade que poderia ser enriquecedora, mas que se tem revelado perturbadora, tanto ao nível do funcionamento da própria turma, como em situações que estes alunos geram e que envolvem a própria escola e alunos de outras turmas. 


Tal como associado ao conflito estrutural, estão também associados a este caso as dificuldades de aprendizagem, os alunos com insucesso escolar são frequentemente os apontados como promotores de maior conflito na escola. 


As estratégias desenvolvidas pela escola foram no sentido de intervir junto da turma com recurso às estruturas como o Director de Turma e outros professores, não tendo resultado. Decidiu-se assim investir ao nível da disciplina desenvolvendo acções de mediação de pares, com apoio de outras estruturas extra-escolar, para depois aplicar na escola a formação adquirida. Envolvendo os próprios alunos, estamos por um lado a possibilitar que eles, que experimentam as situações de conflito, tenham possibilidade de explorarem, discutirem, as ideias e os conceitos, as vivências e as emoções experimentadas, proporcionando a escuta activa, o parafrasear, o reformular e o desempenho de papéis.  A eficácia destas medidas incide no desenvolvimento por parte dos alunos de competências mais construtivas para a resolução de conflitos. Proporciona a compreensão do porque da rivalidade entre os grupos, as causas da dificuldade que alguns alunos têm em relacionar-se, as razões pelas quais alguns estudantes são ameaçados ou discriminados, com uma agressividade gratuita. Paralelamente foram desenvolvidas acções ao nível do curriculum no âmbito das disciplinas de formação cívica e de projectos desenvolvidos na escola. Através da criação de situações problema para provocar discussão entre os alunos de modo a identificar as causas e as formas de resolução positiva destes problemas. Apresentando filmes, histórias de violência, relatos verídicos de incidentes e analisar as situações, reflectir sobre elas e apresentar estratégias de resolução. Conjuntamente desenvolveram-se acções ao quarto nível, cultura escolar, com formação para o pessoal não docente e um ciclo de debates para pais, professores, auxiliares e restante comunidade escolar, perspectivando a formação e o debate de situações reais e como agir construtivamente na resolução de conflitos, dotando os participantes de competências de auto-observação e auto-reflexividade e de competências de promoção de ambientes seguros. 


Estas acções envolveram também estratégias ao quinto nível, a comunidade alargada uma vez que participaram médicos, psicólogos, terapeutas, animadores, todos membros da comunidade em que a escola se encontra inserida. 


Abordagem nos media 


Nas pesquisas efectuadas na Internet quer através do que tem sido observado na imprensa escrita e audiovisual constatamos que a violência nas escolas tem sido abordada, ultimamente, de uma forma intensa, ou seja esta questão tem sido muito mediatizada. 


www.grupolusofona.pt/portal/page?_pageid=194,1602791&_dad=portal&_schema=PORTAL  


Nos países onde a mediação de conflitos em contexto escolar está desenvolvida, refere Elisabete Pinto da Costa, docente da Universidade Lusófona, esta tem-se revelado uma "mais-valia para a construção de sã convivência entre alunos, professores e funcionários", revela a docente. O objectivo é que exista uma pedagogia da comunicação não-violenta, gestão positiva de conflitos e pacificação de relacionamentos. A mediação de conflitos em Portugal, na opinião desta docente, é uma realidade pouco visível. Em Espanha a iniciativa partiu das educativas regionais que contratualizaram com universidades e associações para a prestação destes serviços. Em França há associações privadas que desenvolvem projectos de mediação escolar desde o pré-escolar até ao secundário. É necessário preparar os professores para os conflitos na escola defende Ana Paula Grancho mestre em administração e planificação da educação. No mesmo congresso Fernanda Asseiceira defendeu uma maior aposta na formação de professores para enfrentarem os conflitos nas escolas, assim como uma co-responsabilização dos pais, alunos e funcionários. É portanto vasta a informação na internet sobre este assunto, sendo discutível, no entanto a abordagem científica desta problemática, pois em algumas situações são meras opiniões pessoais ou apontamentos, não sendo indicadas as fontes bibliográficas. É consensual no entanto a importância desta problemática no contexto actual.  


“A escola é, cada vez mais, o local privilegiado, não só para novas aprendizagens escolares, mas também para aprendizagem sociais, que incluem o relacionamento e o saber estar com os outros. Esta aprendizagem implica, inevitavelmente, passar por situações de conflito com os colegas e saber lidar com elas da melhor maneira. O modo como se lida com os conflitos é preditor do ajustamento psicológico actual e futuro. O conflito [entre pares] ocorre quanto as crianças e adolescentes se opõem mutuamente às acções ou ideias uns dos outros (…). Embora não possa ver visto apenas como um tipo de interacção negativa, o conflito poderá ter consequências nefastas para a socialização das crianças e e adolescentes (…) e é muitas vezes resultante de dificuldades a nível das relações interpessoais.” 


In Raimundo & Marques Pinto (2007). Conflito entre pares, estratégias de coping e agressividade nas crianças e adolescentes. 


Psychologica, nº. 44, pp. 135-156. 


Alguns sites consultados: 


www.grupolusofona.pt/portal/page?_pageid=194,1602791&_dad=portal&_schema=PORTAL  


diario.iol.pt/sociedade/escolas-mediacao-escolar-professores-mediacao-alunos-tvi24/1051415- 


www.fpce.ul.pt/files/@main/servicos/biblioteca/mostrasbibliograficas/fpce_bullyingviolencia.pdf - 


www.gral.mj.pt/userfiles/MediacaoEscolar_Umamudancadeparadigma.pdf - 


www.aps.pt/cms/docs_prv/docs/DPR4628c0505097d_1.pdf 


www.grupolusofona.pt/portal/page?_pageid=194,1602791&_dad=portal&_schema=PORTAL - 38k 


www.anprofessores.pt/user/documentos/INDISCIPLINA_VIOLENCIA_CONFLITO.pdf - 


domingo, 3 de maio de 2009

Plano de acção tutorial

Introdução: 


…Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. (Saint Exupéry) 


Um plano de acção tutorial pretende acima de tudo levar os alunos a uma melhor inserção e participação na vida escolar, conhecendo também as suas necessidades e interesses, no sentido de permitir a todos os intervenientes ajudarem os alunos na formulação de um projecto de vida, passando por aspectos fundamentais, tais como a realização pessoal e verdadeira integração social.  


Neste sentido, este tipo de plano de acção tutorial tem raízes na teoria da actividade de Vygotsky, na medida em que se pretende organizar todo o processo educativo à volta da experiência pessoal de um indivíduo, com o intuito de o envolver em todo o processo de ensino aprendizagem, evitando uma ruptura com o espaço escola e consequentemente com a sua formação pessoal, social e profissional. 


A teoria defendida por Vygotsky baseia-se na Zona de Desenvolvimento Próximo que se refere à criação de situações de interacção social ou ambientes em que a criança recebe apoio, permitindo-lhe adquirir novas capacidades (skills), que lhes permitam a curto e a longo prazo ultrapassar dificuldades de diversas origens. É com base nos estudos levados a cabo por Vygotsky e seus seguidores que surge o Plano de Acção Tutorial, na medida em que se pretende criar ambientes escolares e sociais que permitam aos alunos com determinados problemas, ultrapassar as dificuldades e integrarem-se, de forma natural e adequada, ao meio onde estão inseridos. 


 Assim, há que ter em conta aspectos individuais e sociais específicos, aquando da organização de um Plano de Acção Tutorial, uma vez que este tipo de plano visa ajudar os alunos a ultrapassarem dificuldades de integração no espaço escola/turma, aumentando a sua auto-estima, inserção escolar e social, adquirir hábitos de trabalho individual e em grupo, ultrapassando dificuldades de aprendizagem, que surjam ao longo do percurso escolar. Logo à partida é necessário traçarem-se os objectivos para este plano de forma clara e objectiva, tal como os públicos-alvo, a metodologia, as actividades a desenvolver, entre outros. 


Caracterização: 


Este Agrupamento de Escolas inclui alunos de características muito distintas, um grande número de alunos oriundos de famílias de classe média e média alta, mas inclui também alunos oriundos de algumas zonas limítrofes da cidade, cujas famílias se caracterizam por um baixo nível de escolaridade, apresentando carências económicas. Acresce o facto de frequentemente se detectarem situações de desagregação familiar a que não são estranhos casos de alcoolismo, toxicodependência e pequena criminalidade. 


Pretende-se assim, desenvolver um plano dinâmico capaz de cativar os alunos e contribuir para o sucesso educativo de todos, particularmente daqueles que se encontram em situações de exclusão social e escolar


Objectivos gerais 


- Promover o exercício efectivo da acção tutorial; 


- Constituir uma equipa multidisciplinar na escola, com representação na Rede Social e outros parceiros; 


- Estimular o desenvolvimento de competências sociais; 


- Desenvolver actividades com vista a melhorar a auto-estima do aluno; 


- Apoiar os alunos no processo de desenvolvimento da sua identidade pessoal e do seu projecto de vida. 


Definição do público-alvo 


As situações consideradas para definir e identificar o público - alvo são as seguintes: 


- Absentismo / risco de abandono escolar 


- Baixo rendimento escolar 


- Problemas de integração escolar 


- Dificuldades de relacionamento com os diferentes membros da comunidade escolar 


- Problemas comportamentais 


Perfil do professor tutor 


A figura do professor tutor deve ser entendida como a de um profissional que conhecendo bem os currículos e as opções dos alunos e das suas famílias promove acções necessárias para ajustar posições e expectativas. Deve ser um professor com capacidade relacional e de liderança, reconhecido pela comunidade escolar. 


Funções do professor tutor: 


a)      Acompanhar de forma individualizada o processo educativo do aluno. 


b)     Facilitar a integração do aluno na escola e na turma fomentando a sua participação nas actividades. 


c)      Contribuir para o sucesso educativo e para a diminuição do abandono escolar, conforme previsto no Projecto Educativo da Escola. 


d)     Aconselhar e orientar no estudo e nas tarefas escolares. 


e)      Esclarecer os alunos sobre as suas possibilidades educativas e os percursos de educação e formação disponíveis. 


f)      Promover a expressão e a definição de objectivos pessoais, a auto avaliação de forma realista e a capacidade de valorizar e elogiar os outros. 


g)      Trabalhar de modo directo e personalizado com os alunos que manifestem um baixo nível de auto estima ou dificuldade em atingirem os objectivos definidos. 


h)     Desenvolver a acção tutorial de forma articulada, quer com a família, com o DT e com o conselho de professores tutores. 


Actividades a desenvolver: 


- Aplicar questionários/outras metodologias de análise para diagnosticar as características próprias dos alunos. 


- Estimular e orientar os alunos para que exponham as suas necessidades, expectativas, problemas e dificuldades. 


- Aprofundar o conhecimento das atitudes, interesses e motivações dos alunos para os ajudar na tomada de decisões sobre as suas opções educativas e/ou profissionais. 


- Elaborar o contrato de comportamento com os alunos de que é tutor. 


- Adequação das planificações, metodologias de ensino e de avaliação, bem como selecção de conteúdos prioritários. 


- Potenciar a articulação docente, sobretudo das disciplinas a que os alunos revelam mais dificuldades. 


- Transmitir ao DT e aos professores, caso necessário, todas as informações sobre os alunos que lhes possam ser úteis no exercício das suas funções. 


- Colaborar com os Directores de Turma e os restantes tutores, sobretudo com os do mesmo ciclo, no momento de definir e rever objectivos, preparar materiais e coordenar o uso dos meios disponíveis. 


 


A ideia de ZDP de Vygotsky sugere a existência de uma janela de aprendizagem em cada momento de desenvolvimento cognitivo do aprendiz(…) num grupo de aprendizes não existe uma única janela de aprendizagem, mas tantas como os aprendizes, e todas tão individualizadas quanto eles. 


O fundamental num plano de acção tutorial é que ele seja o mais possível individualizado e adequado à especificidade de cada aluno acompanhado, de modo a que seja profícuo o programa tutorial. 


É fundamental que a escola invista no desenvolvimento das atividades extracurriculares, melhorando assim as várias competências, que promova...